XIII – Narrativa Poética – FLORBELA ESPANCA

Numa vila cheia de tradição, de um reino muito antigo, que vivia adormecido sobre grandezas passadas, nasceu, no dia de Nossa Senhora da Conceição, uma menina que viria a tornar-se uma grande poetisa. Estava-se ainda num tempo em que a cultura e a poesia estavam reservadas praticamente apenas aos homens, mas ela ajudou a romper com o preconceito e com as proibições a que as mulheres estavam sujeitas. Sentindo-se uma princesa encantada num mundo de plebeus, a poetisa, cujos versos estavam profundamente ligados à natureza e à infinitude inalcançável do amor, teve no irmão, Apeles, uma espécie de deus Apolo, um Sol que lhe iluminou os dias e por quem sempre sentiu uma ligação muito especial, cheia de cumplicidade. Quando o reino deu lugar à república, continuou ainda o predomínio do poder masculino, mas graças a ela e ao seu exemplo,já nada seria como dantes. Os deuses chamam mais cedo aqueles que amam, e assim aconteceu com ela, «princesa» para quem a morte era libertadora, e com o seu irmão gémeo, Apolo, que foram ainda jovens habitar a eternidade, para além deste mundo material. A poesia é realmente eterna, porque é filha da Liberdade.
Ed 1ª
01/18
Cp Dura
120 pgs
ISBN: 978-989-99889-4-1

9,00

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