XV – Narrativa Poética – MACHADO DE ASSIS

A partir da eternidade, um recém-defunto, escritor consagrado do seu país e da língua portuguesa, revela as suas memórias, desde que nasceu até à sua morte. Para esse efeito usa outro escritor, ainda vivo. O curioso é que a forma memorialistica deste livro escrito na primeira pessoa, e onde existe uma grande proximidade com o leitor, se inspira em obras maiores do escritor defunto, que ajudaram a imortalizá-lo. Ou seja, este autor clássico da literatura brasileira, que só pontualmente, e para perto, saiu daquela que era então a capital do seu país, faz na morte (que o não é verdadeiramente, para quem foi habitar na eternidade) o que fez em vida: escreve, embora por intermédio de outrem, umas memórias póstumas, que neste caso são as suas. Nascido de pais humildes, num morro onde viviam muitos descendentes de escravos, franzino, ligeiramente gago, de pele escura, nada fazia crer que o sacristão que, em criança, chegou a vender doces na rua para sobreviver, se viesse a tornar o mais celebrado escritor do seu país. Autor de obras-primas da literatura, jornalista, cronista, crítico literário, dramaturgo, tradutor, poeta, o principal fundador da Academia Brasileira de Letras, agregador de intelectuais e de escritores de que era líder incontestado, o seu nome ficaria para sempre ligado às glórias da língua portuguesa. E, houve também, na sua vida, um grande amor que chegou do outro lado do oceano, para o amparar nas suas angústias e lhe dar atento até chegar à imortalidade.
Ed 1ª
07/18
Cp Dura
150 pgs
ISBN: 978-989-99889-6-5

9,00

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