XX – Narrativa Poética – ANTONIO ALEIXO

Num Reino onde o clima era ameno e a natureza acariciava os sentidos, um homem quase analfabeto, nascido num meio pobre, tinha o grande dom de tocar guitarra enquanto dizia, de modo conciso, as quadras mais surpreendentes e ricas de conteúdo que se possa imaginar. Para sobreviver, apascentava gado, tinha sido servente de pedreiro num país estrangeiro para onde emigrara, fora polícia, vendia cautelas, gravatas, multiplicara-se por diferentes ofícios. Era, no entanto, na poesia, e em particular na improvisação de quadras, que se revelava a sua alma de poeta popular, tendo começado cedo a cantar as «janeiras» de porta em porta e a familiarizar-se com o mundo dos versos e das rimas. 0 seu talento foi descoberto no meio restrito do seu Reino, reuniram-se em livro as suas melhores poesias, foi internado num sanatório, numa cidade distante, pois foi-lhe diagnosticada tuberculose, de que havia de morrer. Mas antes teria ainda a oportunidade de compor preciosas peças de teatro em verso, que revelavam o seu profundo conhecimento da natureza humana e da realidade do mundo. Morreu pouco conhecido, e só mais tarde foi reconhecido o seu valor, podendo ser considerado o maior poeta popular do seu país.
Ed 1ª
12/19
Cp Dura
156 pgs
ISBN: 978-989-8998-02-6

9,00

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