XXVIII – Narrativa Poética – FRANCISCO JOSE TENREIRO

Um poeta e geógrafo que, aos dois anos de idade, tinha partido para longe da sua mãe e da sua terra natal, São Tomé, uma ilha paradisíaca situada junto ao equador, nunca se tinha conformado com a separação. Mestiço, branco por parte do pai e negro por parte da mãe, toda a sua vida tinha sido uma busca das origens e da sua identidade, sentindo na mistura de sangues não uma subtração, mas uma adição, como escreveu num dos seus poemas. Essa busca levara-o, com trinta e sete anos, a descobrir as suas raízes, às quais dedicou a sua tese de doutoramento e muitos poemas, que eram verdadeiras declarações de amor. Defensor da dignificação dos negros, enquanto poeta e humanista, não deixou de servir o melhor que pôde o país colonizador que o acolheu, como professor universitário, investigador e como deputado pelo círculo da terra onde nasceu. Dividido entre o lado materno e o paterno, entre a África e a Europa, disso fez uma força que o levou a realizar-se e a encontrar-se consigo mesmo – poeta atento aos ventos da História, sonhador de um mundo melhor, geógrafo que, com a sua ciência, pôs a sua terra amada no mapa.
Ed 1ª
07/21
Cp Dura
102 pgs
ISBN: 978-989-53135-9-4

9,00

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