O Nosso Melhor Testamento

De mim não quero deixar nada que possa gerar divisões, ódios ou guerras. Quanto menos temos, mais leves partimos deste mundo. Mas deixemos como herança aqueles ideais que nos enobrecem: a concórdia, o amor, a harmonia, a prática do bem.

Talvez nenhum deles corresponda ao que esperam de nós os escravos da matéria, mas são eles que mais diretamente nos conduzem à paz que existe para além deste mundo material. Deixemos o sol que brilhou no nosso coração, a lua de que nos embriagámos em noites de sonho e de mistério, a liberdade que vimos nos pássaros, a delicadeza que observámos nas flores, a brisa que nos acariciou em fins de tarde…

Deixemos o nosso sorriso doce, as palavras mansas que pronunciámos, os gestos bonitos e nobres que fizemos… Sejamos lembrados não pelo que tivemos, mas pelo que fomos – e que tenhamos sido príncipes entre os que entre si se digladiavam por mais e mais riqueza material.

Deixemos um castelo tão alto, tão vizinho do céu, que não possam chegar a ele as divisões, os ódios e as guerras. Esse será o nosso melhor testamento – o nosso testamento de amor pela humanidade que vier depois de nós.

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