Quanto mais sublime, mais simples

Quanto mais sublime, mais simples. Quanto mais simples, mais sublime. Mas para chegar ao sublime e ao simples é preciso que haja uma complexa elaboração interna, como a que existe nas formas complexas da natureza, que chegam simples aos nossos olhos.

A poesia não se distingue das flores, das fontes, dos pássaros, e quanto mais sublime ela é, mais nos aparece com as formas harmoniosas da natureza – que levaram milhões de anos a organizar-se.

Por isso podemos dizer que a natureza é poética e que, entre os seres humanos, nada existe mais natural do que a poesia. Mas os poetas, para o serem realmente, têm de fingir, porque essa é a única maneira de poderem vestir-se de flores, de fontes e de pássaros.

No fundo, o que eles querem é voltar para a natureza. Cada poema deve refletir o sublime e o simples que existe na mãe a que se quer voltar, eternamente a renovar-se para que possamos usufruir do milagre e da beleza da Vida.

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